Alex Pereira esfriou qualquer especulação sobre uma eventual troca pelo boxe profissional. Em entrevista recente, o brasileiro revelou que ainda possui sete lutas pendentes em seu contrato com o UFC e afirmou que, aos 39 anos, mudar de modalidade pela terceira vez em sua carreira é praticamente inviável. A declaração chega poucas semanas antes de seu retorno à divisão dos pesos-pesados, quando enfrenta Sergei Pavlovich no UFC 335, marcado para 12 de dezembro.
Contrato extenso reduz chances de uma terceira modalidade
Ex-campeão do UFC em duas categorias de peso e também ex-campeão do GLORY no kickboxing em dois pesos distintos, Pereira já provou ser um competidor versátil. Ainda assim, ao ser questionado pelo canal Fred Talks Fighting sobre uma possível carreira no boxe profissional após deixar o MMA, foi direto. Com a ajuda de seu treinador de longa data, Plinio Cruz, que fez a tradução durante a conversa, o brasileiro explicou que o tempo não está a seu favor. "Bom, ainda temos sete lutas no contrato com o UFC", disse Pereira. "Tenho 39 anos, é praticamente impossível." Questionado se reconsideraria a ideia caso cumprisse rapidamente os compromissos restantes, foi ainda mais sucinto: "Não, estou bem assim."
Foco total nas artes marciais mistas
As palavras de Pereira deixam claro que seu horizonte imediato segue sendo o octógono, não o ringue. Apesar de sua bagagem no kickboxing, construída ao longo de anos como um dos nomes mais respeitados da modalidade, o lutador parece disposto a esgotar seu ciclo no UFC antes de pensar em qualquer outro projeto esportivo. A declaração também sinaliza maturidade na gestão de carreira: em vez de se dispersar entre frentes diferentes, ele opta por concentrar energia na organização que o consagrou como um dos poucos atletas a conquistar cinturões em duas categorias distintas no MMA.
Pavlovich como teste decisivo rumo ao título
Pereira chega a este momento após um tropeço significativo. Em junho, tentou se tornar o primeiro lutador da história do UFC a conquistar títulos em três categorias diferentes, mas foi derrotado por interrupção no segundo round diante de Ciryl Gane, que detinha o cinturão interino dos pesos-pesados. Agora, o brasileiro busca reconstruir o caminho rumo a uma nova chance pelo título, desta vez diante de Sergei Pavlovich, um dos nocauteadores mais temidos da divisão. O confronto está programado como luta co-principal do UFC 335, em Las Vegas, em formato de cinco rounds, e deve servir como termômetro real das pretensões de Pereira na categoria mais pesada do MMA.
O que está em jogo
Uma vitória expressiva sobre Pavlovich recolocaria Pereira imediatamente na discussão pelo cinturão dos pesos-pesados, reforçando sua candidatura mesmo após o revés diante de Gane. Já uma nova derrota complicaria significativamente seus planos na categoria, ainda que não necessariamente encerre suas ambições no MMA. Por ora, o que fica claro é a prioridade do brasileiro: cumprir seu contrato no UFC e tentar, dentro das artes marciais mistas, consolidar um legado que já é histórico, antes de cogitar qualquer desvio para outro esporte de combate.