A angrense Lorena Bastos, de apenas 13 anos, embarca para os Estados Unidos com a confiança de quem vive um momento de ascensão rápida no esporte. Neste sábado (24/10), ela disputa o Miami Xtreme Challenge: Grappling Series, competição infantil de jiu-jítsu sem quimono que reúne jovens talentos em categorias de base. O desafio chega poucas semanas depois de um resultado que chamou atenção no cenário fluminense das lutas.
Em setembro, Lorena estreou no MMA com resultado de peso: duas medalhas de ouro na 3ª etapa do estadual da Federação de MMA Desportivo do Rio de Janeiro (FMMAD-RJ), disputada no Clube Sírio Libanês, no Recreio dos Bandeirantes. Foram duas lutas, duas vitórias - e numa categoria acima da sua, depois que a adversária da faixa etária seguinte desistiu do confronto, com aval do pai da atleta para a troca. Entre um treino e outro, a rotina da jovem também guarda momentos de descontração longe dos tatames, como qualquer adolescente que, nas horas livres, aproveita para relaxar com jogos como o solitaire cassino antes de voltar à concentração da próxima competição.
Da base no jiu-jítsu ao MMA competitivo
A trajetória esportiva de Lorena começou no jiu-jítsu, na Academia Grip, em Angra dos Reis, onde construiu a base técnica que hoje sustenta sua evolução em outras modalidades de combate. Atualmente, ela treina muay thai e MMA na Mutaru, academia que representou na competição estadual carioca e que vem acompanhando de perto o seu desenvolvimento físico e técnico. A passagem por diferentes disciplinas de luta é um caminho comum entre atletas que buscam versatilidade no MMA, e o caso de Lorena ilustra como a formação multidisciplinar pode acelerar resultados mesmo em idade precoce.
Agenda carregada até o fim do ano
O calendário de Lorena não dá sinais de desaceleração. Em novembro está prevista sua estreia no Campeonato Brasileiro de Muay Thai, outro teste de peso para uma atleta que ainda está construindo currículo nacional. No mesmo mês, acontece a quarta e última etapa do estadual de MMA pela FMMAD-RJ - prova decisiva para o ranking da categoria. Dependendo do desempenho nessa etapa, a angrense pode assumir a liderança estadual na sua faixa etária, consolidando um ano de estreias e conquistas.
Busca por apoio para seguir competindo
Como costuma acontecer com atletas jovens em modalidades de combate, o maior obstáculo de Lorena não está nos tatames, mas fora deles. A preparação para competições internacionais como a de Miami envolve custos com viagem, inscrição e estrutura de treino, e a atleta atualmente busca patrocinadores que possam viabilizar a continuidade de sua trajetória. O caso reforça um desafio recorrente no esporte de base brasileiro: talentos emergentes que dependem do apoio local e de iniciativas privadas para romper barreiras e representar suas cidades em competições de maior porte.