As Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2026 começam nesta quinta-feira, com três partidas abrindo um novo ciclo que promete ser disputado do início ao fim. Antes mesmo da bola rolar, um levantamento sobre a origem dos jogadores convocados pelas dez seleções da região já revela um dado relevante: a Premier League segue como o principal celeiro de talentos sul-americanos, à frente inclusive dos próprios campeonatos nacionais.
Ao todo, 33 atletas que defenderão suas seleções nesta rodada de abertura atuam em clubes ingleses, sendo 30 deles na própria Premier League. As exceções ficam por conta do chileno Juan Delgado e do colombiano Devis Vásquez, ambos do Sheffield Wednesday, além do também chileno Marcelino Núñez, do Norwich. O predomínio inglês reforça o poderio econômico da liga, que segue como a mais assistida do planeta - um fenômeno que, fora de campo, também impulsiona o entretenimento esportivo digital, como se vê em plataformas como a burning hot, cada vez mais populares entre torcedores que acompanham o calendário europeu e sul-americano simultaneamente.
Brasil e Argentina puxam a fila na Inglaterra
Do total de convocados que jogam na Inglaterra, 20 são brasileiros ou argentinos - dez de cada nacionalidade. O número mostra como os clubes ingleses seguem de olho no mercado sul-americano, tanto para reforçar elencos quanto para desenvolver jovens promessas. Na lista de Fernando Diniz, a Premier League concentra dez dos 23 jogadores chamados, com o Arsenal despontando como o clube com mais representantes: os "três Gabriéis" - Magalhães, Martinelli e Jesus - formam um núcleo brasileiro relevante no elenco londrino.
Brasileirão soma 30 nomes, mas poucos vestem a amarelinha
Apesar de ser a segunda liga com mais jogadores convocados entre as dez seleções sul-americanas, com 30 atletas, o Brasileirão tem pouca representação na própria Seleção Brasileira. Apenas quatro nomes que atuam no país foram chamados por Diniz: Lucas Perri, Nino, André e Raphael Veiga. O cenário é bem diferente entre os vizinhos: o Uruguai, por exemplo, tem seis jogadores atuando no futebol brasileiro - Rochet, Bruno Méndez, Puma Rodríguez, Piquerez, Carballo e Canobbio -, mostrando como o campeonato nacional segue atraente para outras seleções, mesmo sem ser referência direta para os próprios brasileiros. Argentina e Peru, por sinal, são as únicas seleções sem nenhum convocado jogando em solo brasileiro.
MLS, Chile e a nova geração venezuelana
Depois de Inglaterra e Brasil, MLS e Campeonato Chileno dividem a terceira posição, com 23 convocados cada uma. Nos Estados Unidos, além da presença simbólica de Lionel Messi, chama atenção o investimento na juventude sul-americana: oito jogadores da seleção venezuelana atuam na liga norte-americana, reflexo de uma aposta crescente em talentos em desenvolvimento. Espanha e Bolívia aparecem na sequência, com 20 jogadores cada, enquanto a Argentina fecha o top 5 com 18 atletas distribuídos entre ligas locais e o próprio futebol europeu.
No total, 275 jogadores estarão em campo nesta primeira rodada das Eliminatórias, um retrato fiel da distribuição de talentos sul-americanos pelo mundo. A diversidade de ligas representadas - da Premier League ao futebol saudita, passando por Brasil, Chile, Estados Unidos e Europa - reforça como o continente segue exportando qualidade em larga escala, ao mesmo tempo em que enfrenta o desafio de manter competitividade em seus próprios campeonatos domésticos.